O poder da mente no processo de emagrecimento

Psicóloga do Método Acti Nutri de Emagrecimento dá dicas de como corpo e mente devem trabalhar juntos na busca pela qualidade de vida.


O processo de emagrecimento vai um pouco além de uma rotina alimentar saudável e da disciplina na prática regular de atividade física. Para muitos especialistas, o ponto de partida para quem precisa eliminar o excesso de peso - ou lida com a obesidade - está na nossa mente. O estado psíquico humano tem poderes incríveis. Entre tantos atributos, destaca-se a reformulação de hábitos alimentares, o foco para mantê-los e o poder de afetar o gasto energético e a absorção de nutrientes.


Mas a mente também pode ir por caminhos que envolvem estados emocionais que precisam de atenção redobrada. Várias doenças - como a bulimia e anorexia - levam a comportamentos autodestrutivos. Diante destas perspectivas, conversamos com Bruna Custel, psicóloga do Método Acti Nutri de Emagrecimento. Ela deu dicas de como devemos lidar com as emoções que, invariavelmente, têm efeitos físicos e como podemos desenvolver hábitos alimentares para atingirmos o objetivo de um corpo e mente saudáveis.


Pela definição da Organização Mundial da Saúde, obesidade é o excesso de gordura corporal em quantidade que pode determinar prejuízos à saúde. Esta doença é considerada como um dos maiores vilões do século nos quatro cantos do mundo. Para se ter uma ideia, ainda segundo o relatório “Estatísticas da Saúde Mundial de 2021”, divulgado pela OMS, mais de um quinto da população brasileira adulta – cerca de 22% - está obesa. As consequências desta realidade são catastróficas não só para a população como para o Sistema Único de Saúde brasileiro. Para mudar este cenário, a informação vira grande atributo. E o ponto de partida são os aspectos emocionais.


Não restam dúvidas de que o fato de alguém mudar um comportamento por um período curto não é suficiente para assegurar a correção de forma prolongada. É importante que haja comprometimento até que estas alterações estejam consolidadas e crie-se a famosa rotina. De acordo com a psicóloga Bruna Custel, a mente humana tem grandes impactos no processo de emagrecimento.


- Perder peso implica não só em uma dieta e disciplina, mas, também, em mudanças de comportamento, pensamentos e hábitos. Porém, estas mudanças podem desencadear, em alguns indivíduos, transtornos como: Ansiedade, medo, raiva e outras emoções que atrapalham o processo de emagrecimento” – sinaliza a especialista.


Mas aí você, querida(o) leitora(or) pode estar se perguntando: Como vou aliar uma rotina saudável para meu corpo e mente diante de um dia a dia cada vez mais atribulado? É aquela velha história: Você acorda, mal toma café, banho apressada(o) e já percebe que está atrasada(o) para o trabalho. Chega na empresa, vem a pressão para entregar um relatório que já era para estar pronto. No intervalo do almoço, come um lanche – porque não deu tempo de comprar ou preparar uma boa refeição. Isso sem falar do resto do dia... E, quase sempre, o cuidado com o corpo e com a mente ficam em segundo, terceiro planos.


Consequência: A chamada Doença da Pressa... e da ansiedade. E você já deve ter notado que este tipo de emoção afeta diretamente o corpo. O resultado, na maioria dos casos? O ganho excessivo de gordura corporal.


- A ansiedade, hoje em dia, é uma das principais queixas na dificuldade de emagrecimento. Ela faz com que a pessoa tenha momentos de compulsão alimentar, aumentando o consumo de carboidratos e de açúcar, já que oferecem a sensação de prazer e saciedade – afirma Bruna.


Que a emoção afeta o corpo, já está claro. Quando estamos mais animadas(os), a tendência é movimentar mais o corpo. Por outro lado, quando vem o sentimento de tristeza, nosso corpo tende a ficar mais lento. Alguém apático, deprimido ou estressado tende a ter um metabolismo mais baixo. Alguém que se sinta infeliz pode, impulsivamente, comer mais doces - já que eles atuam na produção de endorfina, gerando prazer. Diante de tantas possibilidades, em muitos casos, estas alterações emocionais levam à absorção de nutrientes de forma prejudicada e, invariavelmente, ao ganho de peso.


Não há nenhuma dieta que possa evitar estes danos por conta própria. Daí a importância do acompanhamento psicológico. O acompanhamento deste profissional é uma boa forma de identificar quais fatores emocionais estão afetando a alimentação do paciente. Sem isso, muitas pessoas podem ter dificuldade em implantar uma dieta adequada ou até perderem todo progresso feito ao longo de um determinado tempo.


- Também é importante destacar que, quando há algum transtorno alimentar mais grave envolvido, como anorexia, bulimia, compulsão ou obesidade mórbida, o trabalho do psicólogo é praticamente indispensável. Falar sobre as emoções e entender como o paciente constrói sua autoimagem são passos fundamentais para alcançar mudanças mais profundas que facilitem a reeducação alimentar por parte dele -, ressalta a psicóloga do Método Acti Nutri de Emagrecimento.


Para alguns, a rotina alimentar é vista apenas como uma necessidade do corpo. Para outros, o sentimento de prazer faz-se presente. E é aí que está o X da questão. É preciso ter cuidado com esta segunda realidade, afinal, como mencionado acima, a mente tem um poder preponderante no processo de emagrecimento. Por isso, fica o recado: Em geral, é muito importante o acompanhamento de um nutricionista e de um psicólogo para que a relação entre necessidade e excesso fique muito clara.


- Precisamos que nosso corpo e mente trabalhem juntos para que possamos atingir nossos objetivos e colocarmos em prática a qualidade de vida que tanto almejamos – finaliza a especialista.

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