A relação nada saudável entre a obesidade e o câncer

Estatísticas da Saúde Mundial de 2021 da OMS apontam que mais de um quinto da população adulta brasileira está obesa.



Não é novidade para ninguém que o mês de outubro é dedicado às campanhas de conscientização que têm como objetivo alertar a sociedade sobre a importância da prevenção da saúde feminina e do diagnóstico precoce do câncer de mama no país inteiro. Diversas manifestações e atividades são realizadas no país inteiro. Entramos agora no mês de novembro. O foco ainda está na prevenção. Só que agora é voltado para a promoção da conscientização sobre cuidados com a saúde masculina. Entre as principais preocupações dos especialistas, entidades de classe e órgãos ligados à saúde pública está a obesidade como um dos principais fatores de risco para diversas doenças. Entre elas, o câncer.


O número de obesos cresceu de forma assustadora no mundo durante a pandemia. E, infelizmente, esta realidade não é diferente no Brasil. De acordo com o relatório “Estatísticas da Saúde Mundial de 2021”, divulgado pela Organização Mundial da Saúde, a OMS, mais de um quinto da população adulta brasileira está obesa – o que representa 22% da população. Entre o público de 5 a 19 anos, esse índice beira os 11%. Índices que ultrapassam a marca global, que é de 13% e 6,8%, respectivamente. Um problema de saúde pública que traz consequências graves.


Em resumo, a obesidade é caracterizada pelo excesso de peso, geralmente, causado pelo sedentarismo e pelo consumo exagerado de alimentos ricos em gordura e em açúcar. Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo, como a obesidade abdominal, periférica e homogênea. Entre os principais sintomas, destacam-se: A falta de ar; dermatites e infecções fúngicas; impotência sexual; roncos noturnos e apnéia do sono; além de ansiedade e depressão.


Além destes sintomas nada agradáveis, o excesso de peso também pode desencadear diversas doenças. A hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes e os mais variados tipos de câncer são algumas delas. E é aí que o assunto fica muito sério!


De acordo com o Centro Especializado de Oncologia Oswaldo Cruz, pesquisas recentes relacionam a obesidade ao aparecimento do câncer de intestino grosso, mama, câncer da camada interna do útero, dos rins e de um tipo de câncer de esôfago. Além disso, outros estudos têm registrado, ainda, a associação entre obesidade e câncer de vesícula biliar, dos ovários e do pâncreas.


Por isso, é muito importante que você, querida(o) leitora(or) esteja atenta(o) caso faça parte deste público de risco. Uma rotina alimentar saudável, a prática regular de atividade física e o acompanhamento de profissionais são etapas fundamentais para eliminar o excesso de peso, para combater a obesidade e, assim, ter uma vida saudável!

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